quarta-feira, 25 de agosto de 2010

Coisas de meninas... E de meninos...

Iluminador é peça fundamental da maquiagem


 

Celebridades falam sobre a paixão por sapatos




FASHION TELEVISION




Modelos masculinos mudam de estilo




Acessórios de inverno conquistam o guarda-roupa masculino




Jornalistas viram DJ à noite

Share/Bookmark

E os homens? Continuam sendo discriminados...

Nove anos se passaram desde que, indignada, escrevi um artigo sobre a discriminação dos homens no Direito de Família.

Como nada mudou, pergunto-me: por quê?

Tento analisar a questão. Olho para trás e vejo que as conquistas dos grupos homossexuais foram inúmeras na seara do Direito. Nem precisa ser um profissional da área para saber. Basta assistir televisão, ler jornais ou revistas, pois suas conquistas são amplamente noticiadas. Obtiveram o reconhecimento de suas uniões afetivas, do direito à partilha de patrimônio, da pensão alimentícia entre si, da herança, da adoção, etc... Isto é: andaram muito e para a frente, na direção de uma sociedade mais justa e com menos preconceitos. Ainda bem!

Perfilho a opinião de uma querida amiga, expoente do Direito de Família, que afirma terem as relações familiares progredido muito nos últimos anos, de modo que, atualmente, privilegiam muito mais o "afeto" e bem menos as conveniências sociais e econômicas, muitas vezes eivadas de hipocrisia.

As mulheres também andam a passos largos na história de suas conquistas. Seguem ampliando os seus espaços e direitos. Em destaque, temos aí a Lei Maria da Penha, que, se não trouxe às mulheres vítimas de violência, ainda, um efetivo benefício, já suscitou a discussão do tema com amplitude nacional em vários grupos e em todas as mídias.

Poderia, ainda, falar de outros grupos, algumas minorias bem articuladas e com representação, mas não é esse o objeto do artigo. Pretendo analisar outra questão: os homens no Direito de Família.

Os homens continuam exatamente no mesmo lugar em que estavam há 9 anos.

Continuam sendo discriminados nas questões de Direito de Família. Que o digam os seus advogados, eu, inclusive, que temos de trabalhar o dobro ou o triplo para defender seus direitos nas Varas de Família.

Exemplos práticos:

Ação de guarda, promovida pelo pai contra a mãe de uma criança de 4 anos, vítima de descaso e agressão, com pedido liminar de alteração amparado em exames médicos, que constataram agressão, depoimentos de quem a testemunhou, tudo somados a um laudo psico-social favorável ao pai. Ainda assim, o Juiz da causa não concedeu a transferência da guarda provisória ao pai! Houve necessidade de recurso, que, graças à prova e ao bom senso, concedeu a imediata transferência da guarda em decisão monocrática.

Outro caso:

Mais uma ação de guarda, em que o pai requer a guarda provisória, também em liminar, da filha de 15 anos que foi morar com ele há dois meses. A menor, anteriormente, residia com a mãe e mais dois irmãos, tendo o pai o dever de alimentos. A menina em questão, por motivos graves, foi residir com o pai. Este, então, requereu-lhe a guarda e também pensão, que deveria ser paga pela mãe.

Na verdade, o pai pediu que fosse transferida a guarda, bem como o dever de pagar alimentos, eis que a menor saiu da guarda da mãe, passando para a guarda do pai.

Eis a decisão liminar: a guarda provisória foi deferida ao pai (já que de fato já existia há dois meses), no entanto, foi indeferida a pensão!

Interposto recurso ao Tribunal, com pedido liminar tivemos outra vez o predomínio do bom senso e a pensão foi fixada em decisão monocrática.

Mais um caso:

O cliente me procurou depois da realização da primeira audiência num processo de divórcio direto litigioso. Indignado, disse que se sentiu desassistido pelo seu procurador. Na consulta, fico sabendo que o cliente queria pleitear a guarda do filho de 5 anos, ao que foi veementemente desaconselhado pelo advogado, sob alegação de que teria apenas 1% de chance de consegui-la, "porque a guarda é sempre das mães".

Esses são casos recentes, em que não vislumbro outra motivação, senão o PRECONCEITO. Primeiro, em relação à transferência da guarda provisória ao pai, mesmo com ampla prova; a seguir, em relação aos alimentos que devem ser pagos pela mãe, e, por último, um advogado que sequer tenta pedir a guarda do filho para o pai.

Resumindo, pai serve para sustentar, mas não para cuidar. A mãe, ao contrário, só serve para cuidar, não precisa sustentar. Tem-se de noticiar ao mundo que este paradigma mudou!

Tenho conversado com meus clientes, até para tentar entender o que se passa. Em palestras, ciclos de estudo, seminários, sempre levanto esta questão. Mas a única coisa que me ocorre é que os homens estão perdidos numa nova condição, decorrente da revolução social promovida pelas mulheres. Por não saberem bem qual o seu novo papel, o seu lugar no mundo, na sociedade, no lar, não se articulam, e, por isso, seus anseios e direitos não têm visibilidade.

Isso tem de mudar! Se quisermos uma sociedade mais justa, mais equilibrada e harmônica, homens e mulheres devem ser tratados da mesma forma, principalmente na esfera da Justiça de Família.

Os homens "de bem" têm de fazer sua revolução. Reivindicar seus direitos, levantar suas bandeiras, reunirem-se nas praças, nas associações, e mostrarem ao mundo, à sociedade e aos julgadores que eles também podem ser ótimos pais e guardiões de seus filhos. Para isso, necessitam da contribuição material (pensão) da mãe e de tudo mais que decorre naturalmente da condição de guardião.

Quando já temos julgamentos que concedem a adoção (e guarda) de crianças a casais de mulheres e de homens, também é tempo de se tratar de forma equânime a pais e mães, a homens e mulheres, quando pleiteiam a guarda de suas crianças, sem preconceito. Assim, se a indicação da guarda for para o pai, que ele possa receber da mãe a pensão alimentícia que vai somar esforços para o bem estar material do filho.

Sei que a batalha judicial defendendo interesses dos homens na esfera do Direito de Família é árdua e desanimadora. Vivo isso no meu dia-a-dia.

Tanto o advogado como o cliente têm de ter isso em mente. Serão muitos os pedidos negados e os recursos interpostos no sentido de reverter tais decisões, uma insistência absurda sobre assuntos que, se fossem pleiteados pela mulher, certamente seriam deferidos sem pestanejar.

Mesmo assim, há que persistir. Uma sociedade será mais justa quando nela não mais existirem preconceitos, na qual as pessoas possam ser tratadas com igualdade de direitos e de obrigações. É uma realidade difícil de alcançar, mas, ainda assim, essa busca deve nortear os objetivos de todos aqueles que desejam um mundo melhor, mais harmonioso e com mais justiça!!

Autor: Eliana Giusto
Fonte: Jus Navigandi
Share/Bookmark

Mulheres no campo de batalha diário

A batalha feminina por reconhecimento profissional é uma árdua tarefa, ainda no século XXI

A luta das mulheres no mercado de trabalho começou principalmente durante a Primeira e Segunda Guerra Mundial, onde se viram obrigadas a cuidar da família e administrar o lar, enquanto seus maridos iam para a frente de batalha ou, quando voltavam da guerra, estavam impossibilitados de reingressar ao trabalho.

A partir dos anos 70, as brasileiras ampliaram as funções. Agora além de mães, donas de casa e esposas, ocupam espaço no mercado de trabalho. Embora, naquela época, não foram muito aceitas pela sociedade machista, tentaram e lutaram para conquistar o seu lugar e valor merecidamente. E a empreitada continua...

Infelizmente, ainda no século XXI, a maioria dos homens não conseguiram aceitar essa “(re)evolução”. Para o psicólogo especialista e autor de vários livros sobre relacionamentos, o doutor Silmar Coelho, alguns homens são preconceituosos.

“Outros são vaidosos demais para admitir que a esposa seja mais competente e pode ganhar mais do que ele. Ainda outros analisam o custo de trabalhar fora e concluem que não vale à pena. A lista de custo é longa. Mas esse quadro está mudando. Já existem maridos que ficam em casa e fazem as tarefas domésticas enquanto a esposa trabalha”, relata Coelho.

A guerra para ocupar altos cargos e altos salários ou haver uma harmonia salarial entre homens e mulheres que ocupam a mesma função segue na lista de prioridade feminina.

“Ainda vivemos em uma sociedade onde a liderança masculina é ligada a postos e valores monetários e não à hombridade, caráter e valores morais. O verdadeiro líder é aquele que leva sua esposa e filhos a se tornarem maiores do que ele, não quem, por medo da concorrência, tenta anular a sua mulher”, afirma Coelho.

Há mulheres, acima dos 30 anos, com uma brilhante bagagem curricular, independentes e financeiramente estáveis que ainda não constituíram uma família; algumas por opção e outras por mero machismo. Segundo o psicólogo, essa liderança não deveria assustar os homens.

No entanto, “alguns homens são inseguros. Querem criar a mulher em uma gaiola ou cortar as suas asas para impeli-la de voar. Querem que ela cante somente para ele. Eles não entendem que serão muito mais felizes quando a sua esposa for plenamente livre para fazer as suas próprias escolhas. Só sendo inteiramente livre, ela poderá cantar o seu canto mais glorioso e lindo para fazer o seu homem mais feliz”, explica Coelho.

O final do século XX e o início do XXI foram e serão os grandes passos e a chance do homem e da mulher compartilhar as tarefas. Afinal, “quem não se adaptar vai sofrer as consequências. Masculinidade e feminilidade não estão ligadas a posição hierárquica ou financeira, mas a espírito saudável, confiante e amoroso”, finaliza Coelho.


--------------------------------------------------------------------------------
Autor : Ayla Meireles

Créditos : Cris Padilha

Fonte : Universo da Mulher
Share/Bookmark

segunda-feira, 23 de agosto de 2010

O que causa a síndrome de Estocolmo?

Aos 10 anos, Natascha Kampusch desapareceu a caminho da escola, na Áustria, em 1998. Em 2006, aos 18 anos, ela reapareceu em um jardim de Viena depois de escapar da casa de seu raptor aproveitando um momento de distração. Em uma declaração à mídia, lida pelo psiquiatra que a está tratando, Kampusch afirmou o seguinte sobre os oito anos que passou trancafiada em uma cela abaixo do porão do homem que a seqüestrou; "Minha juventude foi bastante diferente. Mas também evitei diversas coisas - não comecei a fumar ou beber, ou a andar em más companhias". De acordo com a opinião da maioria dos especialistas, Kampusch está traumatizada e parece estar sofrendo de síndrome de Estocolmo.

A sala em que Natascha Kampusch viveu dos 10 aos 18 anos

As pessoas que sofrem de síndrome de Estocolmo terminam por se identificar e até mesmo por gostar daqueles que os seqüestram, em um gesto desesperado e em geral inconsciente de preservação pessoal. O problema costuma surgir na maioria das situações psicologicamente traumáticas, como casos que envolvem seqüestro ou tomada de reféns, e em geral esses efeitos não se encerram com o final da crise. Na maioria dos casos clássicos, as vítimas continuam a defender e a gostar de seus raptores mesmo depois de escapar do cativeiro.

Sintomas da síndrome de Estocolmo também foram identificados no relacionamento entre senhor e escravo, em casos de cônjuges agredidos e em membros de cultos destrutivos.

Muita gente faz idéia razoável do significado do termo síndrome de Estocolmo tomando por base sua origem. Em 1973, dois homens invadiram o Kreditbanken em Estocolmo, Suécia, com a intenção de roubá-lo. Quando a polícia chegou ao local, os assaltantes trocaram tiros com os policiais, e em seguida fizeram reféns. A situação perdurou por seis dias, com os dois assaltantes armados mantendo quatro reféns em um cofre do banco, durante parte do tempo com explosivos presos ao corpo e em outros momentos com cordas em torno dos pescoços. Quando a polícia tentou resgatar os reféns, foi impedida por eles mesmos; os reféns repeliram o ataque dos policiais, e atribuíram a culpa pela situação à polícia e não aos raptores. Um dos reféns libertados criou um fundo para cobrir os custos da defesa judicial dos raptores. Assim nasceu a "síndrome de Estocolmo", e psicólogos de todas as partes do mundo passaram a dispor de um termo para definir esse clássico fenômeno do relacionamento entre raptor e prisioneiro.

A fim de que a síndrome de Estocolmo possa ocorrer em qualquer situação, pelo menos três traços devem estar presentes:

- uma relação de severo desequilíbrio de poder na qual o raptor dita aquilo que o prisioneiro pode e não pode fazer;

. a ameaça de morte ou danos físicos ao prisioneiros por parte do raptor;

. um instinto de autopreservação de parte do prisioneiro.

Parte desses traços é a crença (correta ou incorreta) do prisioneiro quanto à impossibilidade de fuga, o que significa que a sobrevivência precisa ocorrer nos termos das regras impostas pelo raptor todo-poderoso; e o isolamento do prisioneiro com relação a pessoas não cativas, o que impede que a visão externa quanto aos seqüestradores interfira com os processos psicológicos que geram a síndrome de Estocolmo. Da maneira mais básica e generalizada, o processo, tal qual visto em uma situação de seqüestro ou reféns, transcorre mais ou menos assim:

1 - em um evento traumático e extraordinariamente estressante, uma pessoa se vê prisioneira de um homem que a ameaça de morte caso desobedeça. A pessoa pode sofrer abusos - físicos, sexuais e/ou verbais - e enfrentar dificuldade para pensar direito. De acordo com o raptor, escapar é impossível. A pessoa terminará morta. Sua família também pode morrer. A única chance de sobreviver é a obediência;

2 - com o passar do tempo, a obediência, por si, pode se tornar algo menos seguro - já que o raptor também sofre estresse, e uma mudança em seu humor poderia representar conseqüências desagradáveis para o prisioneiro. Compreender o que poderia deflagrar atos de violência de parte do raptor, para evitar esse tipo de atitude, se torna uma segunda estratégia de sobrevivência. Com isso, a pessoa aprende a conhecer quem a capturou;

3 - um simples gesto de gentileza de parte do raptor, que pode se limitar simplesmente ao fato de ainda não ter matado o prisioneiro, posiciona o raptor como salvador do prisioneiro, como alguém "em última análise bom", para mencionar a famosa caracterização, pela jovem Anne Frank, dos nazistas que por fim a levaram à morte. Nas circunstâncias traumáticas e ameaçadoras que o prisioneiro enfrenta, o menor gesto de gentileza - ou a súbita ausência de violência - parece um ato de amizade em um mundo de outra forma hostil e aterrorizante, e o prisioneiro se apega a ele com grande fervor;

4 - o raptor lentamente começa a parecer menos ameaçador - mais um instrumento de sobrevivência e proteção do que de dano. O prisioneiro sofre daquilo que alguns definem como uma ilusão auto-imposta: a fim de sobreviver psicológica, além de fisicamente, e a fim de reduzir o inimaginável estresse de sua situação, o prisioneiro vem a acreditar verdadeiramente que o raptor é seu amigo, que não o matará, e que de fato ambos podem se ajudar mutuamente a "sair dessa encrenca". As pessoas do lado de fora que se esforçam por resgatar o prisioneiro parecem-lhe menos aliados, porque querem ferir a pessoa que o protege contra todos os males. O fato de que a pessoa em questão seja ela mesma a potencial origem desses males termina ignorada em meio ao processo de auto-ilusão.

Se você leu o artigo Como funciona a lavagem cerebral, já deve ter percebido as semelhanças entre lavagem cerebral e a síndrome de Estocolmo. As duas práticas são de fato extremamente próximas, como efeitos de relacionamentos de poder anormais. No caso de Patty Hearst, herdeira de um grupo editorial norte-americano seqüestrada no começo dos anos 70 pelo grupo político extremista Exército Simbionês da Libertação (SLA), os especialistas apontam tanto para síndrome de Estocolmo quanto para lavagem cerebral, como causa de suas ações subseqüentes. Depois de passar semanas trancada em um armário e de sofrer abusos severos, ela aderiu ao SLA, mudou de nome e se tornou membro do grupo. Terminou capturada com os demais, em uma tentativa de assalto a banco. No entanto, assim que a polícia deteve os demais membros e Patty foi devolvida à sua família, ela reverteu sua posição. Em lugar de defender o grupo e rejeitar os policiais, ela se distanciou do SLA e condenou suas ações. É possível que o que Hearst viveu não tenha sido nem lavagem cerebral, nem síndrome de Estocolmo, mas uma série de decisões conscientes cujo objetivo era garantir sua sobrevivência.
 
Por Julia Layton 

Fonte: Blog Anjos e Guerreiros
Share/Bookmark

domingo, 22 de agosto de 2010

Estréias no Cinema

Coco Chanel e Igor Stravinsky
O romance entre a estilista francesa e o compositor russo dá o tom da obra



Em 1913, Gabrielle Bonheur Chanel, ou Coco Chanel (Anna Mouglalis), é uma jovem estilista que começa a se destacar no mundo da moda. Igor Stravinsky (Mads Mikkelsen) é um compositor russo que desponta no cenário artístico ocidental.

No dia 29 de maio daquele ano, no Théâtre des Champs Élysées, em Paris, Igor apresenta a sinfonia A Sagração da Primavera, uma obra moderna e revolucionária para o seu tempo. Coco, na plateia, é uma das poucas que aplaudem a apresentação, muito vaiada pelo público.

Sete anos mais tarde, Chanel é uma estilista reconhecida, que vive a dor da morte de seu marido. É quando conhece Stravinsky, recém-chegado a Paris, exilado da nova União Soviética. A atração entre os dois é imediata. O músico se hospeda na casa de campo da estilista, junto com a mulher e os filhos. É o início de uma relação intensa entre Coco Chanel e Igor Stravinsky, na fase mais criativa de suas carreiras.

O filme de Jan Kounen, mesmo diretor de 99 Francos, encerrou o Festival de Cannes em 2009. Anna Mouglalis, a atriz que interpreta a estilista, foi modelo e imagem da Maison Chanel durante muitos anos, antes de se tornar atriz.
 

O Aprendiz de Feiticeiro
Uma aventura cômica na qual um feiticeiro e seu aprendiz precisam salvar Manhattan das forças do mal
 

 
Na ilha de Manhattan, nos dias atuais, vive Balthazar Blake (Nicolas Cage), um experiente feiticeiro que tenta proteger a cidade de seu arquiinimigo Maxim Horvath (Alfred Molina). Incapaz de cumprir essa tarefa sozinho, ele recruta Dave Stutler (Jay Baruchel) para ser seu protegido e O Aprendiz de Feiticeiro na antiga luta entre o bem e o mal.

Dave, aparentemente, é um garoto normal; mas Balthazar vê nele um grande potencial. O feiticeiro, então, passa a ministrar um curso intensivo de arte e ciência da magia, para tornar o estudante seu aliado.

Enquanto Blake se prepara para a batalha, Dave logo entende que terá que reunir toda a sua coragem para sobreviver ao treinamento, salvar a cidade e ficar com a garota no final.

Dos mesmos criadores da franquia A Lenda do Tesouro Perdido, essa comédia de aventura épica é o sétimo filme em que Nicolas Cage trabalha com o produtor Jerry Bruckheimer e o terceiro em parceria com o diretor Jon Turteltaub.


O Último Mestre do Ar
Na querra entre quatro nações, apenas um garoto, que tem o poder de dominar os elementos da natureza, poderá salvar o mundo


Ar, Água, Terra e Fogo: quatro nações que deveriam viver harmoniosamente no mundo. Porém, há quase uma década, os guerreiros do Fogo travam uma batalha mortal para controlar os outros povos e mostrar seu poder e superioridade. A opção oferecida é a aniquilação ou a entrega e obediência.

Na busca pela liberdade e sobrevivência, as tribos contam com os poucos Dominadores que restam - pessoas que nascem com o dom de domar o elemento de sua respectiva nação. Mas a tentativa é em vão, já que os Dominadores do Fogo, respaldados por seu enorme exército, conseguiram eliminar a maioria dos adversários que representavam alguma ameaça a seus planos.

O único capaz de pôr fim a essa guerra é o Avatar - alguém com o poder de controlar os quatro elementos. Desaparecido há 100 anos, ele ressurge quando Katara (Nicola Peltz), uma Domadora da Água, e seu irmão Sokka (Jackson Rathbone) encontram o pequeno Anng (Noah Ringer). O garoto é mais do que O Último Mestre do Ar, ele é também o profetizado Avatar, que pode recuperar o equilíbrio entre os quatro povos. Mas, para cumprir sua missão, Aang precisa aprender a dominar suas habilidades, antes que seja tarde demais.

O filme é baseado na série do canal Nickelodeon Avatar: The Last Airbender. O diretor M. Night Shyamalan (Fim dos Tempos, Sexto Sentido, A Dama na Água e O Pequeno Stuart Little), resolveu encarar o desafio de transformar 30 horas de história em um longa-metragem após assistir o seriado com suas filhas e enxergar nele um incrível potencial cinematográfico. O título inicial teve que ser alterado para não causar confusão com o filme de James Cameron.


A Epidemia
Cidade americana é assolada por uma desconhecida arma biológica que transforma os moradores em zumbis assassinos



Na refilmagem do clássico O Exército do Extermínio (1973), a tranquila cidade de Ogden Marsh, em Iowa, é assolada por uma toxina desconhecida. Tudo começa quando um acidente de avião espalha a misteriosa arma biológica pelo local, transformando os moradores, um a um, em zumbis silenciosos e muito agressivos, que têm um único objetivo em mente: matar e destruir.

Com os vizinhos, parentes e amigos transfigurados em frios assassinos, o xerife David Dutton (Timothy Olyphant) e sua esposa Judy (Radha Mitchell), aliados a outros moradores que não foram contaminados pela substância, lutam para sobreviver aos ataques e tentar entender este fenômeno inexplicável.

Porém, além de escapar dos zumbis, também é preciso se esquivar do governo americano, que envia o exército ao local para fechar todos os acessos à cidade, sem deixar ninguém entrar ou sair - inclusive os que não estão infectados.

A Epidemia, inicialmente intitulado de O Exército do Extermínio, tem direção de Breck Eisner, mesmo diretor de Sahara (2005), e teve um orçamento de US$ 20 milhões. O remake traz de volta às telonas um dos primeiros filmes de George Romero, considerado o mestre dos filmes de horror, responsável pelos clássicos A Noite dos Mortos Vivos e Despertar dos Mortos.


Cabeça a Prêmio
Primeiro longa de Marco Ricca apresenta histórias de amor, tráfico de drogas, ambições e angústias na fronteira do Brasil



Na estreia de Marco Ricca como diretor de longa-metragem, Cabeça a Prêmio dá vida à surpreendente história do livro homônimo de Marçal Aquino. A narrativa se passa na paisagem desolada da fronteira entre Brasil, Paraguai e Bolívia, local onde mora a família Menezes.

Promissores pecuaristas do centro-oeste brasileiro, os irmãos Miro (Fúlvio Stefanini) e Abílio (Otávio Muller) controlam também uma rede de negócios ilícitos. Porém, o cerco está se fechando e os contrabandistas estão a ponto de ser presos.

A desestruturação da família se evidencia quando Elaine (Alice Braga), filha de Miro, descobre que está grávida de Denis (Daniel Hendler), o piloto que trabalha para seu pai. A solução para essa relação amorosa que jamais seria aceita é a fuga, mas Miro coloca seus capangas atrás do casal. Entre histórias que se cruzam, ficam explícitas as angústias e tristezas de cada personagem.

Filmado durante sete semanas em Bonito, Corumbá, Campo Grande, Sidrolândia, Paulínia e Bolívia, o drama ganhou os prêmios de melhor atriz (Alice Braga), ator coadjuvante (Otávio Muller) e atriz coadjuvante (Via Negromonte) no Festival do Rio, além da menção honrosa para Fulvio Stefanini.

Fonte: Sites: MSN Cinema, Cinema com Rapadura e YouTube Share/Bookmark

sábado, 21 de agosto de 2010

A posição das mulheres no direito

Por Luiz Claudio da Silva Chaves

Um assunto que merece uma atenção maior do que lhe é dada nos dias de hoje diz respeito ao papel desempenhado pela mulher na sociedade brasileira, especialmente no campo profissional.

Cada vez mais as mulheres vêm conquistando seu espaço no mundo jurídico tanto no Brasil quanto em outras partes do mundo, seja exercendo o Direito na forma de advogadas, promotoras de justiça ou magistradas.

No entanto, podemos perceber que mesmo com esse crescimento, as mulheres ainda sofrem diversos tipos de repressão tanto no âmbito profissional, quanto no moral. Verificam-se inúmeros resquícios de uma sociedade patriarcal, moldada a partir de princípios e valores machistas que sugerem a dominação do homem sobre a mulher em diversos aspectos da vida social. É triste pensar que até os dias de hoje, há pessoas que selecionam profissionais para atividades do campo jurídico, utilizando como um dos requisitos serem do sexo masculino, por julgar que estes sejam mais centrados, ativos e racionais. A mulher, por sua vez, é considerada menos capaz de abstrair no pensamento, mais passiva. Ora, tal discriminação já passou da hora de acabar, uma vez que as mulheres vêm demonstrando cada vez mais que são tão capazes quanto os homens para exercer qualquer tipo de atividade e, por que não as relacionadas ao Direito?

As diferenças entre homens e mulheres, decorrentes de todo um contexto social e cultural, acabaram por colocá-los em dois mundos, a ponto de serem tidos como sexos opostos, e não sexos que se complementam. Essa divergência levou à diferenciação de papéis assumidos, estruturando homens e mulheres de maneiras diferentes. Por isso, faz-se necessário olhar a mulher, em relação ao Direito, a partir do conceito de gênero e não como sexo biológico propriamente dito.

Com relação ao campo profissional, sabe-se que a área de atuação da mulher foi prioritariamente o privado; o público sempre foi restrito, ainda mais no que diz respeito à candidatura de cargos em partidos políticos, além da proibição do exercício de algumas profissões.

Em meados do século XX é que foi possível se falar em inserção da mulher na esfera pública, mesmo que limitada e sem contestar o poder masculino sobre o feminino e a predominância dos homens tanto no espaço público quanto no privado. Logo, podemos perceber que algumas mudanças vêm ocorrendo, estas, irredutivelmente ligadas a valores patriarcais: são resquícios de uma sociedade onde o homem dominava e exercia o papel de chefe de família. Assim, podemos concluir que os elementos da cultura patriarcal contribuíram muito para a violação dos direitos das mulheres. Antigamente, por exemplo, as mulheres eram consideradas relativamente incapazes, não tinham direito ao voto e lhes era vedado o exercício de inúmeras profissões tidas como masculinas. Verifica-se que mesmo com grandes progressos ocorridos nas últimas décadas, ainda é fácil perceber certa exclusão da mulher seja na esfera pública ou privada. Vale ressaltar o exemplo de que a primeira mulher que assumiu o cargo de ministra no Superior Tribunal Federal foi a Ministra Ellen Greice Northfleet, apenas em 2000.

O objetivo buscado pelas mulheres é o da sua de valorização na sociedade, sobretudo no mercado de trabalho e a busca pela paridade com os homens que foi historicamente negada. Para evitar essas discriminações que afetam o acesso da mulher ao mercado de trabalho, algumas proibições legais foram acrescentadas em 1999 como, por exemplo, considerar o sexo como variável determinante para fins de remuneração, formação profissional e oportunidades de ascensão profissional.

Outro ponto que é importante frisar é o fato do Direito ser considerado por alguns juristas uma área essencialmente destinada aos homens. Estes defendem que os homens mais aptos a desenvolver um pensamento concreto com menos sentimentalismo e maior atividade; afirmação fácil de ser posta em cheque, ao se analisar rapidamente o trabalho que vem sendo desempenhado pelas mulheres no Direito.

Em passos lentos, em todas as áreas que abrange o universo jurídico observamos uma constante “feminização” nos cargos relacionados à advocacia, promotoria, procuradoria e magistratura. Contudo, ouso afirmar que o problema é que as mulheres ingressam no mundo jurídico, contudo, sem alterá-lo e, sim, adaptando-se aos padrões de comportamento masculinos já pré-estabelecidos e seguidos. Não basta o aumento do número de mulheres que ingressam nas carreiras jurídicas para que determinados padrões de comportamento sejam alterados, como o estabelecimento da igualdade, o fim da discriminação e a eliminação da violência contra a mulher. É necessário desmistificar a idéia da mulher na sociedade apenas como a dona de casa da família, e considerá-la como a responsável pela organização social, em que se desenvolve o senso de justiça e cidadania. A presença cada vez maior das mulheres no mercado de trabalho, sobretudo nas profissões relacionadas ao Direito, auxilia a quebra de paradigmas e a discriminação em relação à mulher advogada tem se tornado coisa do passado. A paridade entre os sexos é um objetivo que tende a ser alcançado sempre, apesar de todas as dificuldades enfrentadas por uma sociedade que ainda tende a seguir alguns resquícios essencialmente patriarcais.

Fonte: Revista Dom Total.
Share/Bookmark

sexta-feira, 20 de agosto de 2010

Um dia você aprende...

Share/Bookmark
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...