domingo, 22 de agosto de 2010

Estréias no Cinema

Coco Chanel e Igor Stravinsky
O romance entre a estilista francesa e o compositor russo dá o tom da obra



Em 1913, Gabrielle Bonheur Chanel, ou Coco Chanel (Anna Mouglalis), é uma jovem estilista que começa a se destacar no mundo da moda. Igor Stravinsky (Mads Mikkelsen) é um compositor russo que desponta no cenário artístico ocidental.

No dia 29 de maio daquele ano, no Théâtre des Champs Élysées, em Paris, Igor apresenta a sinfonia A Sagração da Primavera, uma obra moderna e revolucionária para o seu tempo. Coco, na plateia, é uma das poucas que aplaudem a apresentação, muito vaiada pelo público.

Sete anos mais tarde, Chanel é uma estilista reconhecida, que vive a dor da morte de seu marido. É quando conhece Stravinsky, recém-chegado a Paris, exilado da nova União Soviética. A atração entre os dois é imediata. O músico se hospeda na casa de campo da estilista, junto com a mulher e os filhos. É o início de uma relação intensa entre Coco Chanel e Igor Stravinsky, na fase mais criativa de suas carreiras.

O filme de Jan Kounen, mesmo diretor de 99 Francos, encerrou o Festival de Cannes em 2009. Anna Mouglalis, a atriz que interpreta a estilista, foi modelo e imagem da Maison Chanel durante muitos anos, antes de se tornar atriz.
 

O Aprendiz de Feiticeiro
Uma aventura cômica na qual um feiticeiro e seu aprendiz precisam salvar Manhattan das forças do mal
 

 
Na ilha de Manhattan, nos dias atuais, vive Balthazar Blake (Nicolas Cage), um experiente feiticeiro que tenta proteger a cidade de seu arquiinimigo Maxim Horvath (Alfred Molina). Incapaz de cumprir essa tarefa sozinho, ele recruta Dave Stutler (Jay Baruchel) para ser seu protegido e O Aprendiz de Feiticeiro na antiga luta entre o bem e o mal.

Dave, aparentemente, é um garoto normal; mas Balthazar vê nele um grande potencial. O feiticeiro, então, passa a ministrar um curso intensivo de arte e ciência da magia, para tornar o estudante seu aliado.

Enquanto Blake se prepara para a batalha, Dave logo entende que terá que reunir toda a sua coragem para sobreviver ao treinamento, salvar a cidade e ficar com a garota no final.

Dos mesmos criadores da franquia A Lenda do Tesouro Perdido, essa comédia de aventura épica é o sétimo filme em que Nicolas Cage trabalha com o produtor Jerry Bruckheimer e o terceiro em parceria com o diretor Jon Turteltaub.


O Último Mestre do Ar
Na querra entre quatro nações, apenas um garoto, que tem o poder de dominar os elementos da natureza, poderá salvar o mundo


Ar, Água, Terra e Fogo: quatro nações que deveriam viver harmoniosamente no mundo. Porém, há quase uma década, os guerreiros do Fogo travam uma batalha mortal para controlar os outros povos e mostrar seu poder e superioridade. A opção oferecida é a aniquilação ou a entrega e obediência.

Na busca pela liberdade e sobrevivência, as tribos contam com os poucos Dominadores que restam - pessoas que nascem com o dom de domar o elemento de sua respectiva nação. Mas a tentativa é em vão, já que os Dominadores do Fogo, respaldados por seu enorme exército, conseguiram eliminar a maioria dos adversários que representavam alguma ameaça a seus planos.

O único capaz de pôr fim a essa guerra é o Avatar - alguém com o poder de controlar os quatro elementos. Desaparecido há 100 anos, ele ressurge quando Katara (Nicola Peltz), uma Domadora da Água, e seu irmão Sokka (Jackson Rathbone) encontram o pequeno Anng (Noah Ringer). O garoto é mais do que O Último Mestre do Ar, ele é também o profetizado Avatar, que pode recuperar o equilíbrio entre os quatro povos. Mas, para cumprir sua missão, Aang precisa aprender a dominar suas habilidades, antes que seja tarde demais.

O filme é baseado na série do canal Nickelodeon Avatar: The Last Airbender. O diretor M. Night Shyamalan (Fim dos Tempos, Sexto Sentido, A Dama na Água e O Pequeno Stuart Little), resolveu encarar o desafio de transformar 30 horas de história em um longa-metragem após assistir o seriado com suas filhas e enxergar nele um incrível potencial cinematográfico. O título inicial teve que ser alterado para não causar confusão com o filme de James Cameron.


A Epidemia
Cidade americana é assolada por uma desconhecida arma biológica que transforma os moradores em zumbis assassinos



Na refilmagem do clássico O Exército do Extermínio (1973), a tranquila cidade de Ogden Marsh, em Iowa, é assolada por uma toxina desconhecida. Tudo começa quando um acidente de avião espalha a misteriosa arma biológica pelo local, transformando os moradores, um a um, em zumbis silenciosos e muito agressivos, que têm um único objetivo em mente: matar e destruir.

Com os vizinhos, parentes e amigos transfigurados em frios assassinos, o xerife David Dutton (Timothy Olyphant) e sua esposa Judy (Radha Mitchell), aliados a outros moradores que não foram contaminados pela substância, lutam para sobreviver aos ataques e tentar entender este fenômeno inexplicável.

Porém, além de escapar dos zumbis, também é preciso se esquivar do governo americano, que envia o exército ao local para fechar todos os acessos à cidade, sem deixar ninguém entrar ou sair - inclusive os que não estão infectados.

A Epidemia, inicialmente intitulado de O Exército do Extermínio, tem direção de Breck Eisner, mesmo diretor de Sahara (2005), e teve um orçamento de US$ 20 milhões. O remake traz de volta às telonas um dos primeiros filmes de George Romero, considerado o mestre dos filmes de horror, responsável pelos clássicos A Noite dos Mortos Vivos e Despertar dos Mortos.


Cabeça a Prêmio
Primeiro longa de Marco Ricca apresenta histórias de amor, tráfico de drogas, ambições e angústias na fronteira do Brasil



Na estreia de Marco Ricca como diretor de longa-metragem, Cabeça a Prêmio dá vida à surpreendente história do livro homônimo de Marçal Aquino. A narrativa se passa na paisagem desolada da fronteira entre Brasil, Paraguai e Bolívia, local onde mora a família Menezes.

Promissores pecuaristas do centro-oeste brasileiro, os irmãos Miro (Fúlvio Stefanini) e Abílio (Otávio Muller) controlam também uma rede de negócios ilícitos. Porém, o cerco está se fechando e os contrabandistas estão a ponto de ser presos.

A desestruturação da família se evidencia quando Elaine (Alice Braga), filha de Miro, descobre que está grávida de Denis (Daniel Hendler), o piloto que trabalha para seu pai. A solução para essa relação amorosa que jamais seria aceita é a fuga, mas Miro coloca seus capangas atrás do casal. Entre histórias que se cruzam, ficam explícitas as angústias e tristezas de cada personagem.

Filmado durante sete semanas em Bonito, Corumbá, Campo Grande, Sidrolândia, Paulínia e Bolívia, o drama ganhou os prêmios de melhor atriz (Alice Braga), ator coadjuvante (Otávio Muller) e atriz coadjuvante (Via Negromonte) no Festival do Rio, além da menção honrosa para Fulvio Stefanini.

Fonte: Sites: MSN Cinema, Cinema com Rapadura e YouTube Share/Bookmark

sábado, 21 de agosto de 2010

A posição das mulheres no direito

Por Luiz Claudio da Silva Chaves

Um assunto que merece uma atenção maior do que lhe é dada nos dias de hoje diz respeito ao papel desempenhado pela mulher na sociedade brasileira, especialmente no campo profissional.

Cada vez mais as mulheres vêm conquistando seu espaço no mundo jurídico tanto no Brasil quanto em outras partes do mundo, seja exercendo o Direito na forma de advogadas, promotoras de justiça ou magistradas.

No entanto, podemos perceber que mesmo com esse crescimento, as mulheres ainda sofrem diversos tipos de repressão tanto no âmbito profissional, quanto no moral. Verificam-se inúmeros resquícios de uma sociedade patriarcal, moldada a partir de princípios e valores machistas que sugerem a dominação do homem sobre a mulher em diversos aspectos da vida social. É triste pensar que até os dias de hoje, há pessoas que selecionam profissionais para atividades do campo jurídico, utilizando como um dos requisitos serem do sexo masculino, por julgar que estes sejam mais centrados, ativos e racionais. A mulher, por sua vez, é considerada menos capaz de abstrair no pensamento, mais passiva. Ora, tal discriminação já passou da hora de acabar, uma vez que as mulheres vêm demonstrando cada vez mais que são tão capazes quanto os homens para exercer qualquer tipo de atividade e, por que não as relacionadas ao Direito?

As diferenças entre homens e mulheres, decorrentes de todo um contexto social e cultural, acabaram por colocá-los em dois mundos, a ponto de serem tidos como sexos opostos, e não sexos que se complementam. Essa divergência levou à diferenciação de papéis assumidos, estruturando homens e mulheres de maneiras diferentes. Por isso, faz-se necessário olhar a mulher, em relação ao Direito, a partir do conceito de gênero e não como sexo biológico propriamente dito.

Com relação ao campo profissional, sabe-se que a área de atuação da mulher foi prioritariamente o privado; o público sempre foi restrito, ainda mais no que diz respeito à candidatura de cargos em partidos políticos, além da proibição do exercício de algumas profissões.

Em meados do século XX é que foi possível se falar em inserção da mulher na esfera pública, mesmo que limitada e sem contestar o poder masculino sobre o feminino e a predominância dos homens tanto no espaço público quanto no privado. Logo, podemos perceber que algumas mudanças vêm ocorrendo, estas, irredutivelmente ligadas a valores patriarcais: são resquícios de uma sociedade onde o homem dominava e exercia o papel de chefe de família. Assim, podemos concluir que os elementos da cultura patriarcal contribuíram muito para a violação dos direitos das mulheres. Antigamente, por exemplo, as mulheres eram consideradas relativamente incapazes, não tinham direito ao voto e lhes era vedado o exercício de inúmeras profissões tidas como masculinas. Verifica-se que mesmo com grandes progressos ocorridos nas últimas décadas, ainda é fácil perceber certa exclusão da mulher seja na esfera pública ou privada. Vale ressaltar o exemplo de que a primeira mulher que assumiu o cargo de ministra no Superior Tribunal Federal foi a Ministra Ellen Greice Northfleet, apenas em 2000.

O objetivo buscado pelas mulheres é o da sua de valorização na sociedade, sobretudo no mercado de trabalho e a busca pela paridade com os homens que foi historicamente negada. Para evitar essas discriminações que afetam o acesso da mulher ao mercado de trabalho, algumas proibições legais foram acrescentadas em 1999 como, por exemplo, considerar o sexo como variável determinante para fins de remuneração, formação profissional e oportunidades de ascensão profissional.

Outro ponto que é importante frisar é o fato do Direito ser considerado por alguns juristas uma área essencialmente destinada aos homens. Estes defendem que os homens mais aptos a desenvolver um pensamento concreto com menos sentimentalismo e maior atividade; afirmação fácil de ser posta em cheque, ao se analisar rapidamente o trabalho que vem sendo desempenhado pelas mulheres no Direito.

Em passos lentos, em todas as áreas que abrange o universo jurídico observamos uma constante “feminização” nos cargos relacionados à advocacia, promotoria, procuradoria e magistratura. Contudo, ouso afirmar que o problema é que as mulheres ingressam no mundo jurídico, contudo, sem alterá-lo e, sim, adaptando-se aos padrões de comportamento masculinos já pré-estabelecidos e seguidos. Não basta o aumento do número de mulheres que ingressam nas carreiras jurídicas para que determinados padrões de comportamento sejam alterados, como o estabelecimento da igualdade, o fim da discriminação e a eliminação da violência contra a mulher. É necessário desmistificar a idéia da mulher na sociedade apenas como a dona de casa da família, e considerá-la como a responsável pela organização social, em que se desenvolve o senso de justiça e cidadania. A presença cada vez maior das mulheres no mercado de trabalho, sobretudo nas profissões relacionadas ao Direito, auxilia a quebra de paradigmas e a discriminação em relação à mulher advogada tem se tornado coisa do passado. A paridade entre os sexos é um objetivo que tende a ser alcançado sempre, apesar de todas as dificuldades enfrentadas por uma sociedade que ainda tende a seguir alguns resquícios essencialmente patriarcais.

Fonte: Revista Dom Total.
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sexta-feira, 20 de agosto de 2010

Um dia você aprende...

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Violência Contra a Mulher

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Os direitos das mulheres

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Lei Maria da Penha

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Bem Querer Mulher

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